Fórmula 1 – A McLaren foi do céu ao inferno em 2026, mas vê luz no fim do túnel no restante da temporada

Lando Norris deu à McLaren a primeira vitória da temporada 2026 no Grande Prêmio da Hungria. O britânico largou na pole, controlou a corrida com o MCL40 atualizado e encerrou a primeira metade do campeonato visualizando uma luz no túnel com a equipe de Woking.
A equipe laranja, que começou 2026 ostentando o título de pilotos com Norris e também o de escuderias viu o céu se tornar em inferno em poucas corridas: Oscar Piastri nem chegou a largar na estreia, na Austrália. Depois veio a corrida zerada na China: os dois carros ficaram de fora da corrida por problemas no mesmo componente elétrico da unidade de potência, o que o chefe de equipe Andrea Stella classificou como algo que custaria muito caro no final do ano.
Mas depois disso a equipe começou a reagir. Em Miami veio o primeiro sinal claro de recuperação: Norris venceu a Sprint e a dupla fechou a corrida principal em 2º e 3º, fazendo pódio pela primeira vez no ano. Em Barcelona o atual campeão subiu de novo ao pódio. Foi o pacote de atualizações que chegou ao Hungaroring, porém, o que mudou o patamar e deu luz ao que começou como total escuridão. Norris transformou a pole em uma vitória confortável, a primeira dele como campeão mundial e a primeira da McLaren em 2026.
“Minha performance hoje foi provavelmente uma das melhores que já tive. O carro estava lindo de pilotar e eu me senti muito confiante”, disse Norris depois da bandeirada. Ele saiu de Budapeste acreditando que a equipe ainda pode vencer corridas, mas reforçou que precisa de mais resultados nesse nível se quiserem pressionar os rivais e tentar algo a mais neste ano.
No duelo interno o placar está equilibrado. Na classificação Norris leva 7 a 4 sobre Piastri. Nas corridas o confronto está empatado em 5 a 5 (a China não entra na conta porque nenhum dos dois largou). O australiano já chegou ao terceiro lugar no grid no Japão e na própria Hungria, mas ainda não conseguiu a mesma regularidade do companheiro no domingo.
A equipe contou com vários problemas neste ano. Norris abandonou duas vezes seguidas, no Canadá e em Mônaco, por problemas mecânicos diferentes. Piastri, além da não largada na Austrália, perdeu pontos também na Hungria com falha de câmbio depois de um toque com Carlos Sainz. O zero na China, no entanto, continua sendo o momento mais duro da temporada, até aqui.
A McLaren entra no recesso de verão com a sensação de que o carro finalmente respondeu. Stella já deixou claro que a disputa de desenvolvimento vai até o fim do campeonato e que a equipe precisa melhorar confiabilidade e trazer mais atualizações para brigar por vitórias de forma consistente. Norris resume o clima interno: o fim de semana na Hungria foi perfeito, mas o caminho de volta ainda vai ser difícil.
A segunda metade começa em Zandvoort, nos Países Baixos. A McLaren quer manter o clima bom da Hungria, atualizar ainda mais o seu carro, e viver uma segunda metade mais feliz, com um carro mais confiável, veloz, e que traga vitórias para seus pilotos, e pressão para os rivais que estão na frente.
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