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Fórmula 1 – Pilotos apontam desgaste de pneus e chuva como os maiores desafios em Sepang

Junior Candido

Sepang volta ao calendário da Fórmula 1 pela primeira vez desde 2017, e os pilotos concordam em um ponto: o asfalto áspero, que castiga os pneus, vai definir o fim de semana do GP do Bahrein na Malásia. Com a previsão de chuva em cima disso, a prova de Kuala Lumpur, 16ª etapa do Mundial de 2026, tem tudo para fugir do roteiro das últimas corridas. As declarações foram dadas nesta quinta-feira (1º) e reunidas pelo Formula1.com.

Por que o asfalto de Sepang preocupa tanto

Metade do grid só conhecia o circuito pela TV ou pelos simuladores das fábricas, e quem já correu ali não pisava na pista havia nove anos. Mesmo assim, ninguém se surpreendeu com o que encontrou: a superfície sempre foi rugosa e, segundo o Formula1.com, ficou ainda mais abrasiva com o passar do tempo. A expectativa é de duas ou três paradas nos boxes por piloto.

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O líder do campeonato, Kimi Antonelli, da Mercedes, fez a caminhada pela pista e saiu dela convencido de que nunca viu um asfalto tão áspero, talvez parecido com o do Bahrein em alguns trechos e até pior. Ele lembrou que as três corridas depois do recesso de verão aconteceram em pistas com asfalto novo e praticamente sem degradação, e que em Baku os pneus até duraram mais quanto mais o carro era forçado. Em Sepang, a lógica muda: o setor 3 deve deixar os pneus sofrendo, e a volta lançada na classificação também vira um problema, já que a quantidade de voltas nos treinos livres deve ser curta para simular a classificação.

Carlos Sainz, da Williams, fez o caminho oposto e disse que ficaria feliz em ver desgaste de verdade. Para ele, a ausência de degradação nas últimas etapas deixou as corridas menos dependentes do piloto, resumidas a acelerar no limite com o carro que se tem, sem espaço para estratégia. Oscar Piastri foi mais direto ao descrever a pista como uma lixa, e ainda lembrou que a chuva da tarde costuma lavar qualquer borracha que fique no asfalto.

O detalhe que pode atrapalhar as ultrapassagens

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Com retas longas, as equipes contam com bastante disputa de posição. George Russell, também da Mercedes, apontou um fator que pouca gente tinha considerado: o superaquecimento dos pneus. Em pistas como Melbourne, Silverstone, Monza, Canadá e até Baku, onde o ritmo de perseguir o carro da frente costuma render, o piloto conseguia ficar a menos de um segundo do rival sem estragar a borracha. Em Sepang, o calor da superfície deve esquentar os pneus até na volta de saída dos boxes da classificação, o que dificulta seguir de perto e atacar de novo depois de ser ultrapassado. O próprio Russell reconhece que ainda não dá para saber o quanto isso vai pesar.

Chuva: terreno novo para os carros de 2026

Uma tempestade forte na tarde de quarta-feira deu ao paddock uma amostra do que pode vir. O dado que chama atenção é que, na 16ª etapa, o Mundial ainda não teve uma sessão oficial de fato molhada. Boa parte das equipes tem pouca ou nenhuma experiência com os carros de 2026 na água, com exceção de Ferrari e Red Bull, que fizeram testes de chuva com a Pirelli.

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Lando Norris, da McLaren, contou que nunca guiou o carro atual no molhado e que, apesar de os receios terem diminuído desde o início do ano, será uma experiência nova. Sainz ainda citou a unidade de potência como parte do problema, com as reduções de marcha, a recuperação de energia e a variação de potência de curva em curva, além de ouvir de quem já usou que os pneus de chuva e intermediário deste ano são difíceis.

Antonelli, mesmo brigando pelo título, disse que gostaria de pegar chuva, até nos treinos, para entender como pneu, motor e carro se comportam. Na avaliação dele, o asfalto de Sepang ajuda justamente nesse cenário: por ser tão aberto, a água escorre entre as pedrinhas em vez de ficar por cima, o que reduz o risco de aquaplanagem, a menos que chova de forma torrencial, algo comum na região.

Resumo rápido

  • Etapa: GP do Bahrein na Malásia, 16ª rodada do Mundial de 2026, em Sepang
  • Última F1 no circuito: 2017
  • Estratégia esperada: duas ou três paradas
  • Pontos de atenção: abrasão do asfalto, superaquecimento dos pneus e chuva
  • Líder do campeonato: Kimi Antonelli (Mercedes)

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Junior Candido

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