Logitech G305, o mouse sem fio barato de 2018, ganha sucessor de 59 gramas e sensor de 44.000 DPI

24 de agosto de 2026

Mouse Logitech G305 X SUPERLIGHT preto sobre um mousepad iluminado por luzes azuis e rosas

Poucos periféricos passam oito anos no catálogo sem mudar de cara. O Logitech G305 LIGHTSPEED chegou às lojas em maio de 2018 custando 59,99 dólares e entrou para a história da marca como o primeiro mouse a usar o sensor HERO, criado pela própria Logitech para enxergar bem gastando pouca energia. A ficha é conhecida de quem joga no PC: até 12.000 DPI, resposta de 1 milissegundo na conexão sem fio LIGHTSPEED, seis botões programáveis pelo G HUB e memória interna para guardar os perfis. Por aqui, o modelo segue nas prateleiras entre R$ 180 e R$ 230, conforme a loja e a cor.

O truque que manteve o G305 vivo por tanto tempo foi a pilha. Em vez de bateria recarregável, ele usa uma AA comum e rende até 250 horas de jogo no modo de desempenho, ou seja, uma troca de pilha a cada poucos meses e nenhum cabo na mesa. A conta fechava no bolso e abria no peso: são 99 gramas, número alto num mercado em que a própria Logitech vende o G PRO X SUPERLIGHT justamente pela gramatura baixa. Em jogos de tiro, cada grama entra na conversa. Em MOBA, estratégia ou simulação, o assunto costuma sumir.

Em 16 de junho deste ano a Logitech anunciou a linha G3 e, dentro dela, o herdeiro direto: o G305 X SUPERLIGHT, que chegou às lojas em 30 de junho por 79,99 dólares, nas cores preta e branca. O formato de ovo simétrico continua lá, quase igual ao do original, mas a barriga do mouse mudou de assunto. Saiu a pilha AA, entrou bateria interna com recarga por USB-C, e o peso caiu de 99 para cerca de 59 gramas. É a mesma casca de sempre carregando outra eletrônica dentro, como um carro clássico que recebeu motor novo.

A lista técnica é de mouse caro. O sensor agora é o HERO 44K, que vai a 44.000 DPI e acompanha movimentos de até 678 polegadas por segundo. A conexão virou tripla, com LIGHTSPEED sem fio, Bluetooth e cabo, algo que o G305 de 2018 não fazia. A taxa de atualização pode subir para 8.000 Hz, oito vezes o padrão de 1.000 Hz, desde que o receptor PRO LIGHTSPEED entre na jogada. A bateria passa de 130 horas e dois minutos na tomada rendem 3,5 horas de uso, número pensado para o susto de ver o mouse morrer minutos antes da partida.

Dois detalhes fogem da ficha técnica e dizem bastante sobre o momento. O corpo usa no mínimo 51% de plástico reciclado, e os parafusos ficam à vista, em vez de escondidos sob os patins como manda o costume da categoria, decisão que a Logitech associa ao direito ao reparo. O G305 X SUPERLIGHT também não veio sozinho: dividiu o anúncio com o teclado mecânico com fio G316 X 98, de 8.000 Hz e resposta de 0,125 ms, com switches hot swap, 30 zonas de iluminação e um pequeno display de LED com botão giratório, por 119,99 dólares.

Na prática, a Logitech agora oferece dois caminhos com o mesmo nome. O G305 original continua sendo o atalho mais barato para jogar sem fio de verdade, com latência baixa e autonomia medida em meses, num preço que cabe em quem está montando o primeiro setup. O G305 X SUPERLIGHT pega o mesmo formato e o coloca na faixa dos mouses leves de competição, com 20 dólares a mais que o preço de estreia do antecessor lá fora. Oito anos depois de virar sinônimo de sem fio barato, o caçula da família agora é dois.

Raphael

PC Gamer / Time Traveller

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