Nintendo fala sobre o visual de Zelda: Ocarina of Time no Switch 2, mas promete manter a experiência do original
Nintendo explica como o remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time muda o visual no Switch 2 sem alterar a experiência original.
O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time para o Nintendo Switch 2 ganhou um visual totalmente reconstruído, mas em meio a opiniões dividias a respeito, a equipe garante que a experiência continua a mesma do original. A regra que guiou o projeto, segundo a entrevista Ask the Developer Vol. 24 publicada pela Nintendo, foi: “o visual pode mudar, mas a experiência não”.
O jogo é exclusivo do console e chega na quinta-feira, dia 5 de novembro, e ao menos entre os fãs da Nintendo ou dos nostálgicos que jogaram o clássico, é um dos jogos mais esperados do ano.
O que muda e o que continua igual em Ocarina of Time no Switch 2?
Mudou toda a parte visual, reconstruída com tecnologia atual, mas continua a experiência do original. À frente da direção do jogo, HokWai Ng conta que a primeira etapa do desenvolvimento foi fixar essa abordagem, guiada pelo princípio de que o visual pode mudar, mas a experiência não.
Ng, que estreou na série com The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom, descreve o projeto como um remake completo e diz que queria oferecer a quem conheceu a franquia através de The Legend of Zelda: Breath of the Wild uma chance de experimentar o que Ocarina of Time tem de especial.
Hiroki Taguchi, diretor de programação, explica o cuidado afirmando que o game original foi construído de forma tão delicada que o conjunto poderia desmoronar se uma única peça saísse do lugar. Mexer em tudo só porque é um remake, nas palavras dele, faria o jogo deixar de ser aquele que todo mundo conhece.
Que estilo visual o remake de Ocarina of Time adota?
A Nintendo promete para a nova versão de Ocarina of Time um mundo detalhado e com aparência de existir de verdade, mas sem exigir realismo puro. Aya Shida, que cuidou da direção de arte, afirma que a equipe usou como referências o clima de teatro de bonecos e o aspecto analógico de filmes com efeitos práticos, para que personagens coloridos e excêntricos convivessem em meio a uma Hyrule mais sombrio.
Para mostrar o rumo ao produtor Aonuma, a equipe fez esboços de Link, Zelda e outros personagens e montou um modelo 3D da Grande Árvore Deku (Great Deku Tree) que parecesse vivo, com iluminação e texturas ajustadas. Aonuma achou curioso o caminho: na época do Nintendo 64, ninguém buscava nostalgia, e hoje é justamente este elemento que a equipe nova tenta traduzir em visual.
Um dos detalhes mais inesperados está nas roupas. Para o Link criança, Shida conta que tecido muito arrumado, como se saísse de uma máquina de costura, não combinaria com algo feito pelas crianças da floresta. A equipe consultou materiais em museus e chegou a produzir tecido a partir de linha para entender como a peça deveria ser.
O ponto que deve render discussão: os novos desenhos parecem bem diferentes dos originais quando colocados lado a lado, mas a ideia era manter a presença familiar dos personagens, inclusive vistos de longe. Fujibayashi comenta que recriar com precisão os movimentos exagerados da era do Nintendo 64 poderia ficar meio assustador com a tecnologia de hoje.
O mundo de Ocarina of Time continua dividido em mapas?
De acordo com a publicação da Nintendo, sim. A equipe optou por não criar um mundo contínuo e manteve áreas separadas por mapas, como no original, para preservar a sensação de cada região e a transição entre elas, ao contrário de Breath of the Wild e Tears of the Kingdom, que têm mapas amplos explorados sem cortes.
Ng diz que a troca de mapa funciona como uma pausa natural para o jogador pensar na jornada até ali e criar expectativa pela próxima área. O mapa ilustrado do jogo também é novo, desenhado pelo artista que fez as ilustrações da versão de Nintendo 64, segundo o diretor.
Na Campina de Hyrule (Hyrule Field), a maior preocupação de Shida foi evitar a impressão de que dá para ir a qualquer lugar que se enxerga, mesmo além das montanhas. As áreas exploráveis receberam mais detalhes, as inacessíveis ficaram com menos informação visual para parecerem cenário distante, e marcos como o castelo e o moinho foram deliberadamente ampliados.
Uma nova leitura para o clássico, já nesta semana
A espera está acabando, e a nova versão deste clássico chega já nesta semana. A Nintendo informa que, para manter os fãs engajados até o lançamento, as Partes 3 e 4 da entrevista já saem em 3 de novembro, com a Parte 1 disponível para quem quiser entender mais de como o game foi feito e o que ele representa para a Nintendo.
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The Legend of Zelda: Ocarina of Time
Ficha do jogo- Lançamento
- 21 de novembro de 1998
- Desenvolvedora
- Nintendo Entertainment Analysis and Development, Nintendo
- Publicadora
- Nintendo
- Gênero
- Ação-aventura




