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Para analista, o “modelo de exclusivos” de Sony e Nintendo já não são tão eficientes

O analista Michael Pachter entende que o "modelo de exclusivos" de Sony e Nintendo, tão debatidos e atéi dolatrados por alguns, já não é tão eficiente como no passado.

Junior Candido

Esta matéria é de 2024 e pode estar desatualizada.

Para analista, o "modelo de exclusivos" de Sony e Nintendo já não são tão eficientes

Michael Pachter, o analista da Wedbush Morgan, comentou sobre a decisão da Microsoft Gaming de disponibilizar jogos de seus estúdios nos consoles da Nintendo e PlayStation, após tê-los apresentado como títulos exclusivos.

Em fevereiro, a Microsoft revelou que Pentiment e Grounded seriam lançados na Nintendo Switch, PS4 e PS5, enquanto Hi-Fi Rush e Sea of Thieves também teriam lançamento para a PS5, algo que, para Pachter, demonstra como o modelo de exclusividade, tão comentado, debatido e até idolatrado por alguns no passado, simplesmente já não funciona.

“Por que eles estão lançando exclusivos em outras plataformas? A razão para fazê-lo é porque o modelo da Nintendo e o modelo da Sony de jogos exclusivos em suas próprias plataformas é o modelo errado. É um modelo quebrado”, afirmou Pachter em resposta a um seguidor.

“A Nintendo começou isso em 1985. Funcionou por 40 anos. A Sony copiou isso em 1995 com o PlayStation, a Microsoft copiou isso em 2001 com o Xbox e funcionou por muito tempo e depois parou de funcionar.”

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Só é necessário entender que apesar de “mesmo modelo”, cada uma aplicou esta ideia de forma diferente. A Nintendo, que ainda tem em seus exclusivos grande potencial, sempre produziu ou acompanhou de perto seus jogos de Mario, Zelda e demais marcas importantes. Ela até mantinha produtoras independentes sob mãos de ferro nos tempos de NES, mas teve que focar mais nos seus após a SEGA entrar na disputa.

Já a Sony, que no começo não tinha “nada”, apostou em parcerias para exclusividades (como a Square para seus Final Fantasy de PSOne ou a Konami para Metal Gear Solid), e com o passar do tempo foi adquirindo estúdios para suprir esta demanda, mesmo caminho seguido pela Microsoft, porém sempre envolvidas com grandes cifras em compras de gigantes, como Rare ou Bethesda.

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“Suportar seu conteúdo gerenciando a distribuição em sua própria plataforma é como um estúdio de cinema ser dono de uma cadeia de cinemas e a única maneira de ver o filme é nos seus cinemas. Isso vai funcionar e eles ganharão dinheiro, mas não ganharão tanto dinheiro quanto ganhariam se disponibilizassem os filmes em seis ou sete outras formas diferentes.”

Pachter sugere que a Microsoft terá exclusivos temporários, colocará algum conteúdo na PlayStation e Nintendo, mas terá conteúdos temporariamente exclusivos para promover o Game Pass. Para o analista, essa é uma decisão sensata da Microsoft, especialmente porque eles jamais conseguiriam tanto dinheiro ao tornar, por exemplo, um jogo como Call of Duty exclusivo.

No momento, a Microsoft tem disponibilizado alguns games de seu catálogo para sistemas rivais, enquanto a Sony tem colocado alguns de seus exclusivos no PC, enquanto sofre com reclamações de alguns jogadores insatisfeitos na geração PS5. Já a Nintendo, segue na mesma estratégia desde seu começo como produtora de consoles, apostando em seu carro-chefe de exclusivos, com Mario e companhia sempre vendendo bem em seus consoles, incluindo o atual Nintendo Switch.

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Pentiment

Ficha do jogo
Plataformas
PlayStation, Xbox, Nintendo, PC
Lançamento
15 de novembro de 2022
Desenvolvedora
Obsidian Entertainment
Publicadora
Xbox Game Studios
Gênero
RPG eletrônico e aventura
Junior Candido

Conto a história dos videogames e da velocidade de ontem e de hoje por aqui! Você pode me seguir em instagram.com/juniorcandido ou x.com/junior_candido E para contatos, envie sua mensagem para o e-mail [email protected]

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