PS6 pode custar mais de US$ 1.000: só a memória e o SSD já passam de US$ 680, diz insider
Rumor aponta que memória e SSD do PlayStation 6 já custariam mais de US$ 680, elevando a expectativa de preço do console acima de US$ 1.000.
Segundo o insider KeplerL2, a RAM e o armazenamento NAND do PlayStation 6 custam juntos mais de US$ 680 por unidade à Sony. A conta não inclui processador, GPU, refrigeração nem o resto do console. O comentário saiu no fórum NeoGAF na sexta-feira (16), foi amplificada pelo Eurogamer, e a Sony não confirmou nada: ainda não há preço nem data de lançamento oficiais.
O número apareceu quase por acaso. Um usuário sugeriu que US$ 680 poderia ser um preço subsidiado razoável para o PS6, e KeplerL2 respondeu que a memória e o chip do SSD, sozinhos, já ultrapassam esse valor. A comparação incomoda: o PS5 padrão custa US$ 649,99 nos Estados Unidos, ou seja, menos do que a Sony gastaria só com esses dois itens no sucessor.
A estimativa vem subindo desde março. Naquele mês, KeplerL2 calculou o custo total de materiais do PS6 em cerca de US$ 760 e chegou a falar em preço de US$ 699 com algum subsídio. Em junho, o mesmo insider elevou o total para perto de US$ 960. Agora, só a memória encostaria em boa parte desse valor.
A causa deste cálculo vem da corrida por chips para inteligência artificial, que puxa a demanda por DRAM e NAND e encarece a oferta para o consumidor. Atualmente, a pressão vem dos data centers e a Microsoft já reajustou os valores dos Xbox Series X|S por causa do custo das memórias.
Os rumores anteriores de KeplerL2 apontam para um console com 30 GB de GDDR7, SSD PCIe Gen5 de 1 TB e nenhum leitor de discos, medidas que serviriam justamente para segurar o preço, e explicam (para a Sony) a ideia de acabar com as mídias digitais, uma decisão que a Sony defende com unhas e dentes. Ele também comentou que a compressão neural de texturas poderia deixar os jogos menores do que no PS5, o que compensaria a capacidade menor de armazenamento.
O presidente da divisão de games da Sony, Hideaki Nishino, disse em teleconferência com investidores que não é realista absorver todo o aumento dos componentes. Como a empresa também afirmou que não pretende vender o PS6 com prejuízo, analistas já falam em um console acima de US$ 1.000. O que renderia, sem levar em conta o “custo Brasil” e só fazendo o câmbio, um PS6 de, no mínimo, R$ 5.060.
Tudo isso continua sendo rumor de um insider com bom histórico, mas sem confirmação da Sony. Vale acompanhar, porque o custo da memória ainda não deu sinal de queda.
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