RPG de sobrevivência Enshrouded sai do acesso antecipado com região nova e esqueletos aliados
A versão 1.0 de Enshrouded chega em 15 de outubro ao PC e ao PlayStation 5 com o Cinder's Cradle, 37 inimigos novos, feitiços de invocação e o Sparkworks para criar aventuras.
Enshrouded, o RPG de ação com sobrevivência e construção da Keen Games, deixa o acesso antecipado em 15 de outubro de 2026 com a versão 1.0, para PC pela Steam e PlayStation 5. O jogo estava em acesso antecipado desde janeiro de 2024 e agora custa US$ 39,99 (R$ 119,99) na Steam. Quem já tinha comprado a versão de PC não paga de novo e recebe a 1.0 como atualização. A data já havia sido anunciada junto com o Sparkworks, mas a lista completa do que muda só saiu na véspera, e ela é longa.
A mudança mais visível é o mapa. Ao norte, depois dos portões do Veilwater Basin, abre-se o Cinder’s Cradle, uma região com duas camadas: embaixo, rios de lava e ruínas de uma civilização antiga; em cima, ilhas flutuantes com arquitetura e criaturas próprias. Duas novas Hollow Halls ganharam entrada, uma nas Albaneve Summits e outra no Veilwater Basin, e as bordas de Springlands, Blackmire e Kindlewastes receberam áreas extras. É como se o jogo tivesse terminado de desenhar as margens do mapa, e a história principal fecha o arco de Embervale, pelo menos por enquanto.
Com a nova região vem uma nova faixa de progressão. O nível máximo do jogador sobe para 50, o equipamento pode ser melhorado até o 55 e o limite de Flame Altars passa a 15. Chega também uma nova sobrevivente, especializada em conhecimento e receitas dos Ancients, além de móveis, blocos de construção e plantas para a base. No lado dos inimigos, a facção do Cinder’s Cradle traz 14 tipos novos, e somando as variantes das outras facções são 37 inimigos inéditos, todos com navegação e comportamento melhorados segundo o estúdio.

Os magos foram o foco do combate. São nove tipos novos de feitiço, entre controle de grupo, dano em área, invocações e utilidades, e todos os feitiços ganham uma variante eterna para o fim do jogo, sem carga para acabar. Também dá para invocar esqueletos que lutam ao lado do jogador, e as novas gemas de Necromancy e habilidades de apoio permitem montar um pequeno exército. A ideia lembra o necromante de Diablo, só que dentro de um jogo em que o mesmo personagem também planta, cozinha e constrói castelos. As varinhas ainda ganharam ataque pesado imediato, esquiva e ataque aéreo.
O Sparkworks é a ferramenta de lógica que chega junto com a 1.0 e amplia o Adventure Sharing, o recurso de publicar mundos para outros jogadores. Com ele é possível ligar alavancas, botões e placas de pressão a eventos como inimigos aparecendo, alçapões, raios e água solta, o que serve para dungeons com armadilhas, puzzles, arenas e até fases de parkour. Na parte técnica, um novo renderizador de blocos melhora a distância de visão de terreno e construções, a iluminação global ficou mais rica e o jogo passa a aceitar HDR. As anotações de lore e os sobreviventes principais ganharam dublagem em inglês, alemão e mandarim.
Para quem pretende começar agora, o estúdio fez alguns avisos. As partidas salvas do acesso antecipado funcionam, mas serão convertidas para um formato novo, e a Keen Games recomenda recomeçar do zero, já que o mundo e as primeiras horas foram bastante reformulados. O jogo não terá multiplayer entre plataformas no lançamento, e o estúdio diz que trabalha nisso, sem prazo. A versão de PlayStation 5 usa os gatilhos adaptáveis, a resposta tátil e o giroscópio do DualSense. Quem jogou no acesso antecipado ainda recebe três itens decorativos exclusivos para a base: uma estátua, um tomo e um sinal.
Fonte: Steam, anúncio oficial da Keen Games com a lista de mudanças da versão 1.0




