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Um rover árabe vai levar Inteligência Artificial para a Lua pela primeira vez

Pela primeira vez, um sistema de Inteligência Artificial vai atuar fora da órbita da terra, em uma missão de pesquisa na lua comandada por um rover árabe.

Junior Candido

Esta matéria é de 2023 e pode estar desatualizada.

Um rover árabe vai levar Inteligência Artificial para a Lua pela primeira vez

A Inteligência Artificial será utilizada na Lua pela primeira vez, através de um sistema de IA canadense, que está em um rover dos Emirados Árabes Unidos e que está sendo carregado por um módulo de pouso japonês, o Hakuto-R. Todos eles foram lançados pela SpaceX em dezembro.

O rover árabe Rashid tem previsão de pousar na Lua em abril, para buscar minerais e outros itens de interesse disponíveis na superfície do satélite. Enquanto isso, o sistema de IA canadense informará as tomadas de decisão do veículo no primeiro uso de uma inteligência artificial fora da órbita da Terra.

“Se funcionar, isso será extremamente importante para o impulso lunar da NASA”, disse o CEO da MCSS (empresa desenvolvedora do algoritmo, cuja sigla significa Serviços Espaciais para Controles de Missões), Ewan Reid. “A IA será uma ferramenta de habilitação crítica para a tomada de decisões a bordo de espaçonaves”.

Se tudo seguir o cronograma original, o Rashid passará 29 dias na superfície da Lua, o que significa, aproximadamente, um dia lunar. As imagens de navegação serão enviadas pelo Hakuto-R, que faz o papel de manter as comunicações com a Terra. De acordo com o algoritmo da MCSS, “cada pixel na imagem será classificado como um determinado tipo de terreno”.

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Os dados serão levados para o escritório da empresa, que fica em Ottawa, e também serão compartilhados em universidades do Canadá, para ajudarem nas decisões para onde o rover deve ir. Com o sucesso desta missão, a tendência é de que missões futuras dispensem o ser humano destas tarefas, pois os engenheiros envolvidos com esta missão estão confiantes de que a inteligência artificial sabe diferenciar diferentes minerais, além de distinguir elementos como rochas e crateras.

“Na Lua, a IA pode economizar muita largura de banda de satélite limitada, uma vez que compartilharia apenas os dados, imagens e vídeos que os cientistas precisam”, disse Reid, que também esclarece que a tecnologia pode ser reaproveitada nas mais diferentes situações.

“Se tudo correr conforme o planejado, a demonstração lunar permitirá que a MCSS apoie outras empresas e organizações enquanto trabalham para implantar a IA em suas missões no futuro”, completou.

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Junior Candido

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