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Análise Arkade: Tales of the Orient: The Rising Sun

Análise de Tales of the Orient: The Rising Sun, puzzle indie brasileiro com mais de 100 fases, três modos de jogo e vila para reconstruir.

Diana Cabral ,

Esta matéria é de 2014 e pode estar desatualizada.

Análise Arkade: Tales of the Orient: The Rising Sun

Tales of the Orient: The Rising Sun foi desenvolvido por dois brasileiros e chega para somar como um bom indie, ampliando o leque das boas opções daqui e de fora. Veja a seguir nossa análise!

Está ficando cada vez mais comum encontrar bons e excelentes jogos feitos por desenvolvedores da terrinha. Isso significa amadurecimento, dedicação e, principalmente, reconhecimento de um trabalho bem feito. Tales of the Orient: The Rising Sun é trabalho de dois brasileiros e chega para compor, na forma de game independente, o grande leque de possibilidades de entretenimento à disposição do público gamer, daqui e de fora. Confira nossas impressões sobre o jogo:

CARACTERÍSTICAS GERAIS

Lançado nesse ano, Tales of the Orient: The Rising Sun foi desenvolvido pela empresa Green Sauce Games, localizada em Londrina/PR e composta por Cezar Wagenheimer e Carlos Eduardo Boaro. Além do trabalho dos dois, a empresa conta com a participação de freelancers de outros países, como China, França, Rússia e Ucrânia.

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O jogo é do gênero puzzle (quebra-cabeça) e também se enquadra nos chamados jogos casuais (casual games). O idioma é exclusivamente Inglês e o jogo não requer uma configuração forte para funcionar, porém, rodando apenas em sistemas operacionais Windows XP, Vista, 7 e 8.

ENREDO

"E nós escolhemos permanecer firmes contra a escuridão, contra as forças malignas que podem quebrar nossos ossos, mas não podem quebrar nosso espírito."
“E nós escolhemos permanecer firmes contra a escuridão, contra as forças malignas que podem quebrar nossos ossos, mas não podem quebrar nosso espírito.”

Em Street Fighter era um torneio, nada mais justo. Em Tales of the Orient o enredo tem como base a destruição de uma vila japonesa da era Edo. Você será o braço direito (ou esquerdo, dependendo de que mão usa para o mouse :p) de Satsu, uma geisha, e do samurai chamado Miyamoto, unidos com a finalidade de reerguer seu povo e trazer novamente paz e prosperidade aos remanescentes da vila.

Ah, certo… E qual a graça? Além do prazer de ver a vila crescer novamente conforme você avança no game, a principal forma de realizar essa tarefa é juntando golds, através das combinações e do cumprimento de requisitos para cada level, ou seja, isso significa puzzles, puzzles, muitos puzzles!

Análise Arkade: Tales of the Orient: The Rising Sun
Puzzles, puzzles!

JOGABILIDADE

Ao começar, você deverá escolher se vai jogar o modo challenge (com limitação de movimentos) ou relax. O modo challenge é mais agradável aos olhos daqueles que procuram maior dificuldade, claro. Jogando o challenge de Tales of the Orient de forma moderada, a campanha pode se estender a mais de 20h.

A cada nível você pode escolher a forma desejável de combinações dos itens, os quais podem ser bambus, gates (portões), leques, katanás, sombrinhas, geishas, samurais etc. Conforme o avanço, outras combinações são necessárias para liberar espaços obstaculizados por certas estruturas  como madeira, correntes, pedras, metal e gelo. As formas de liberar cada espaço variam conforme o material.

Escolha do tipo de combinação
Escolha do tipo de combinação

As combinações podem ser:

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1. Swap mode

Em que você troca itens de lugar para formar grupos de 3 ou mais itens. Eu particularmente gosto mais desse, porque ele ativa as combinações formadas sem que você precise clicar nelas. Aí o efeito de “destruição em cascata” (yeaaaah!!) é mais intenso.

2. Pop mode

Em que você deve clicar nas combinações no estilo caça palavra. Para os amantes do “quanto mais difícil melhor” esse pode ser seu favorito.

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3. Chain mode

No qual você deverá ligar 3 ou mais itens em linha para combiná-los. Esse aumenta as chances dos combos que geram a bomba, muito útil em momentos de desespero.

Porém, não é só de combinações que vive esse joguinho. Certas construções lhe proporcionam movimentos especiais (kataná, shuriken, kunai e até um ser mitológico), cada um com sua maneira de auxiliar o jogador. E a cada nova construção, no modo challenge, você ganha uma certa quantidade de movimentos extras (você vai precisar de alguns, acredite).

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Ainda falando de jogabilidade, temos o shuffle e a rotação. O shuffle, tal como na sua listinha de músicas favoritas, reorganiza os itens do nível, útil, por exemplo, se você de repente não tiver nenhum movimento especial e não encontrar nenhuma combinação possível; entretanto, você não poderá usá-lo sempre.

Já a rotação é livre e dependerá da sua estratégia para ter bons efeitos. Seu quadro de itens pode ser girado em até 360 graus, e eu gosto muito de ficar girando o tabuleiro não só para auxiliar no preenchimento de eventuais espaços vazios, como também para ver possíveis combinações sob outro ângulo de visão.

CONCLUSÃO

Com um preço convidativo e uma quantidade razoável de níveis (mais de 100), Tales of the Orient: The Rising Sun é um bom puzzle e muito bem feito. Não encontrei bugs ou alguma outra dificuldade, a não ser o idioma, pois Inglês, apesar de bem disseminado mundo afora, não é dominado por todos, mas isso não impede alguém que não sabe essa língua de jogá-lo, pois o game é bem intuitivo (experimente e descobrirás hehehe).

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Acredito também (imo) que uma versão mobile do jogo viria a calhar muito bem. O puzzle parece se adequar a smartphones e tablets.

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Tales of the Orient também conta com uma trilha que, apesar de curtinha e repetitiva, é bem agradável. E a arte do jogo é bonita e bem feita, com cenários bem desenhados e dignos de uma pintura na parede do seu quarto (*-*~ sonha).

Tales of the Orient: The Rising Sun está à venda no site da Splitplay por 9 reais.

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