Last Pirates: Die Together mistura pirataria, terror cooperativo e braços elásticos em busca de tesouros

A vida de pirata nos videogames costuma envolver navios, canhões, mapas e tesouros enterrados, mas Last Pirates: Die Together resolveu acrescentar alguns ingredientes bem diferentes a essa receita. Desenvolvido pela RetroStyle Games e publicado em parceria com a Judatone Studios, o game aposta no terror cooperativo em primeira pessoa para até quatro jogadores, colocando uma tripulação em ilhas perigosas atrás de tudo que possa ser carregado de volta ao capitão. A proposta segue a escola recente de jogos como Lethal Company e R.E.P.O., nos quais entrar em um lugar assustador é apenas metade do problema. A outra metade é conseguir sair carregando objetos valiosos sem virar jantar de alguma criatura.
A principal ferramenta desses piratas também foge bastante do kit tradicional de espada e gancho. Os personagens possuem braços elásticos, usados para agarrar e manipular objetos à distância enquanto exploram os cenários. O sistema de física transforma a coleta de tesouros em parte importante da brincadeira, especialmente quando vários jogadores precisam coordenar seus movimentos em ambientes ocupados por monstros. A estrutura gira em torno de explorar, recolher itens e sobreviver para entregar o saque, com elementos de geração procedural e bastante espaço para situações inesperadas entre os participantes. É praticamente a fantasia de encontrar um baú cheio de ouro, só que acompanhada daquela inevitável discussão sobre quem vai carregá-lo enquanto alguma coisa monstruosa aparece no corredor.
Last Pirates: Die Together chega ao PC via Steam em 18 de agosto de 2026, inicialmente em Acesso Antecipado. Segundo a RetroStyle Games, essa fase será utilizada para ajustar elementos como dificuldade, comportamento dos inimigos, interações físicas, dinâmica cooperativa e rejogabilidade com base no feedback da comunidade. O estúdio também afirma que grandes atualizações durante o Acesso Antecipado serão gratuitas e que uma eventual mudança de preço para a versão 1.0 será comunicada previamente. O jogo terá interface em português do Brasil, além de outros idiomas. Para quem quiser conhecer a proposta antes de embarcar oficialmente, uma demonstração gratuita foi lançada no Steam em 28 de maio e continua servindo como porta de entrada para essa combinação de comédia, sustos e caça ao tesouro.
A comparação com R.E.P.O. e Lethal Company não acontece apenas por causa do multiplayer. Os três trabalham com uma estrutura em que a comunicação entre amigos, a física e os imprevistos podem transformar uma tarefa aparentemente simples em completo desastre. Last Pirates, porém, troca instalações industriais e luas abandonadas por uma identidade pirata mais colorida, com ilhas, tesouros e personagens cartunizados. O resultado é uma espécie de expedição de saque em que ganância e sobrevivência caminham lado a lado. O próprio material de divulgação mostra jogadores pegando objetos, carregando companheiros e tentando escapar de ameaças enquanto os braços exageradamente compridos dos personagens viram ferramentas para solucionar problemas ou, dependendo da habilidade da tripulação, criar alguns novos.
Com o lançamento em Acesso Antecipado, Last Pirates: Die Together entra em uma categoria que cresceu bastante graças a experiências cooperativas nas quais o terror funciona tão bem quanto gerador de tensão quanto de comédia. Aqui, o diferencial está justamente em vestir essa fórmula com chapéu de capitão, braços de borracha e uma obsessão coletiva por carregar o máximo possível de tesouro antes de fugir. A RetroStyle Games já realizou testes públicos e disponibilizou uma demo antes da estreia, enquanto pretende continuar ajustando o jogo a partir das partidas da comunidade. Resta saber quantas tripulações vão realmente trabalhar em equipe e quantas vão descobrir a regra não escrita de todo cooperativo caótico: quando o monstro aparece, amizade nenhuma pesa mais do que um baú cheio de ouro.








