O novo filme de Resident Evil superou todos os outros filmes da franquia com uma avaliação extremamente alta da crítica
O reboot de Resident Evil, dirigido por Zach Cregger, alcança 96% no Rotten Tomatoes e estreia nos cinemas brasileiros em 17 de setembro.
Resident Evil, o reboot dirigido por Zach Cregger, estreou de forma surpreendentemente positiva na crítica, com 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, em 69 avaliações, e já é tratado como a adaptação mais bem recebida da saga da Capcom.
O número, conforme apontado pela Eurogamer, chama atenção porque a franquia no cinema nunca andou nem perto disso. Os filmes anteriores, inclusive o reboot de 2021, ficaram em geral abaixo dos 40%. Agora as critícas apontam, com alegria, para outro caminho: uma história original, curta, suja e bem mais próxima da sensação de “jogar” um survival horror do que de repetir o roteiro dos games.
Cregger, o mesmo de Noites Brutais e A Hora do Mal, não tentou reciclar Leon, Jill ou a estrutura clássica da mansão. O protagonista é Bryan, interpretado por Austin Abrams: um entregador de material médico, sem treino militar, que aceita uma corrida noturna e cai no meio de um surto. A premissa é simples e propositalmente “não heróica”. Ele não é herói de operação especial e nem tem treinamento algum em defesa pessoal, é apenas uma pessoa comum tentando atravessar uma noite que se tornou em um apocalipse.
A duração do filme fica em torno de 90 minutos. Várias críticas descrevem o filme como uma sequência quase sem fôlego, mais preocupada em manter medo e tensão do que em “emendar easter eggs”. Há sustos que funcionam, bastante sangue e um humor negro que entra no meio do desespero. O ponto que mais é bem avaliado nas análises envolve uma espécie de resgate da sensação que tivemos ao jogar os jogos clássicos pela primeira vez: Cregger teria acertado em traduzir para o cinema aquela impotência típica de Resident Evil, a de ficar encurralado, vulnerável e sempre um pouco atrasado em relação ao perigo.
Isso ajuda a explicar por que a ausência das caras conhecidas da série não parece ter pesado tanto para a crítica. O filme aposta em claustrofobia e no desconforto de um personagem que não sabe o que está fazendo, em vez de virar uma fantasia adaptada com o visual dos jogos. Alguns textos já o colocam entre as melhores adaptações de videogame feitas até agora, o que, no histórico dessa marca no cinema, é uma virada gigantesca.
Nem todo mundo sai convencido do mesmo jeito. Uma parte das resenhas aponta a troca constante de tom: o filme sai de um terror mais sério e, em pouco tempo, cai em situações estranhas, quase patetas. Para quem espera um clima único do começo ao fim, essa oscilação pode quebrar o encanto. Há também quem veja o destino da trama um pouco previsível quando a reta final se aproxima. Mesmo nesses textos mais reservados, a atmosfera de survival horror costuma ser o que envolve mais elogios.
No Brasil, a Sony Pictures coloca o filme nos cinemas nesta quinta-feira, 17 de setembro. Nos Estados Unidos a estreia ampla é no dia 18. A classificação indicativa por aqui é 18 anos. Além de Abrams, o elenco traz Paul Walter Hauser, Kali Reis e Zach Cherry. O roteiro é de Cregger com Shay Hatten.
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