ROMhack deixa Street Fighter II’ de Mega Drive mais próximo da versão de Arcade, corrigindo cores, bagunçando ordem dos rivais e muito mais!
ROMhack aprimora Street Fighter II’ Special Champion Edition no Mega Drive com cores de arcade, música WARNING e lutas aleatórias.
Um hack da comunidade deixou o Street Fighter II’ Special Champion Edition de Mega Drive bem mais perto da versão do fliperama: com uma paleta melhorada, o teste de hardware na inicialização recriado, adicionando a melodia de WARNING nos 12 estágios e ainda bagunçando a ordem dos adversários.
Quem cresceu com o cartucho de 24 megabits da Capcom, lançado no Japão em 28 de setembro de 1993 (no Ocidente chegou no fim do mesmo mês), sempre soube que aquela versão era boa. Só que obviamente não era o arcade. O game vinha com cores mais apagadas, samples de voz ásperos, sequência de bônus diferente e um ritmo de “zerada” previsível demais. O port misturava Champion Edition com elementos de Hyper Fighting, vinha com modo turbo e combinava com o controle de seis botões, lançado para aproveitar Street Fighter da melhor forma. Mesmo assim, muita gente jogava com a sensação de que o game poderia melhorar.
O hack que circulou agora, e foi publicado por @yoshinokentarou, tenta justamente resolver esta questão. O hack mexe em comportamento, áudio, ordem de lutas e até no ritual de ligar o jogo.
Na tela preta da inicialização aparece uma tela de inicialização no estilo do CPS-1: STREET FIGHTER 2’ / 260805 / SCE. No cartucho original de 1993 o Mega Drive pulava direto para o logo da Capcom. Recriar essa checagem de hardware é o tipo de detalhe que quase ninguém pediu, mas que deixa o jogo mais legal.
Depois disso, a tela-título e o Player Select seguem o estilo do Special Champion Edition, com o mapa-múndi, os retratos e os quatro chefes liberados. As cores dos sprites e dos cenários foram adaptadas para o estilo do arcade.
E outra adição interessante são as músicas de WARNING. No fliperama, quando a barra do oponente está perto de acabar e o combate aperta, entra aquele trecho da faixa da fase mais frenética, quase como um alerta de que alguém vai ser nocauteado. A versão de Mega Drive nunca levou isso com o mesmo capricho da versão original, então o hack devolve a melodia para os doze estágios e ainda muda o gatilho: o aviso dispara quando a vida chega a um terço, e não no ponto em que o port original costumava reagir.
A ordem dos estágios bônus foi reajustada. O tratamento de pontuação no continue deixou de se comportar como no cartucho de 1993. BGM e efeitos foram lapidados. A resposta dos comandos também. E a ordem dos adversários no modo arcade passou a ser aleatória, o que quebra aquele roteiro mental que qualquer um decorava depois de duas ou três zeradas.
No Mega Drive original, a campanha de um jogador tinha cara de “assistir Chaves”, enquanto no arcade, as lutas eram geradas aleatoriamente. Misturar o elenco de 12 lutadores (os oito iniciais mais Balrog, Vega, Sagat e M. Bison) deixa cada jogada menos previsível.
A Capcom anunciou o jogo no Mega Drive em março de 1993, pensava em lançar por volta de julho e atrasou até setembro porque os protótipos não convenceram a diretoria. O cartucho saiu no Japão como Street Fighter II’ Plus (Street Fighter II Dash Plus) e no Ocidente como Special Champion Edition. No Brasil, a Tec Toy publicou o título no nosso Mega nacional. Vendeu bem, inclusive no Japão e no Reino Unido, mas ficou atrás das expectativas da Capcom, em parte pela concorrência com o primeiro Mortal Kombat.
Para saber mais sobre o hack, é só visitar o site do projeto.
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- Plataformas
- PlayStation, Xbox, Nintendo, Mobile, Retrô
- Lançamento
- 6 de fevereiro de 1991
- Desenvolvedora
- Capcom
- Publicadora
- Data East
- Gênero
- Luta




